Sempre fui muito emotiva, e uma das qualidades que desenvolvi nesta vida é a compaixão. Mas nunca pensei que poderia intuitivamente voltar esse sentimento para mim mesma no momento de depressão. Cansada de tudo que estava vivendo, da tristeza e dos pensamentos repetitivos que iam do passado ao futuro, comecei a me enxergar de fora, como se estivesse fora do meu corpo me observando. Assim comecei a sentir compaixão de mim mesma, isso me fez querer cuidar de mim, e a perceber as pequenas melhoras. Muitas vezes me vi conversando na frente do espelho, e reconheço que nesses momentos tive as maiores respostas para o que eu buscava. Comecei a ver os pensamentos ruins a passarem sobre minha cabeça e não na minha cabeça, é como seu eu fosse uma telespectadora de mim mesma. Com o tempo eles foram se dispersando e pensamentos positivos foram tomando conta. Aprendi a me amar mais, e a ter mais paciência durante o tratamento - não adianta querer acelerar as coisas, tudo tem seu tempo e e...
A vida é assim, como uma partitura, cheia de compassos, com notas agudas e graves. Mas o que importa realmente é que cada uma seja executada no tempo certo, respeitando as pausas, para soar uma linda melodia. (Thaís Pacienza)